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Consultor de qualidade da empresa Gestão Contábil e coordenador estadual do programa de qualidade da Fundação Hemominas A excelência das lideranças Apesar de todos os avanços, formar líderes eficazes conti-nua sendo um desafio. Aliás, uma pergunta ainda persiste: líderes eficazes são formados ou eles pró-prios se formam no contexto prático das experiências organizacionais? Como o processo de liderança envolve pessoas (líder e liderados), ambientes e contextos, torna-se fácil deduzir que estamos diante de um tema complexo, de múltiplas faces, inacessível às abordagens e formulações simplistas. Não há fórmulas acabadas capazes de delinear, a prio-ri, caminhos seguros para a conquista do ambiente, a mobilização das pessoas e o alcance dos resultados. Há, sim, importantes diretrizes apresentadas pela pesquisa acadêmica, experiências organizacionais de reconhecido êxito e biografias de líderes bem-sucedidos. Nem por isso estamos dispensados do exercício contínuo da reflexão, do olhar crítico diante da realidade local e da prática criativa no enfrentamento dos desafios. Nenhum método, nenhum conceito, nenhum modelo deve excluir nosso maior atributo, o dever de pensar. No universo das incertezas, uma certeza parece evidente: por trás, ou melhor, à frente de qualquer projeto de mudanças bem-sucedido, especialmente daqueles voltados para a gestão da excelência, há sempre a presença ativa de líderes. Embora possa hoje parecer óbvio, é importante destacar que o compromisso e a ação das lideranças não podem ser transferidos para outros atores envolvidos, especialmente àqueles não ligados ao contexto organizacional, como consultores, instrutores e facilitadores em geral. Os agentes externos têm o seu papel e a sua importância na modelagem do projeto de mudanças, na capacitação dos grupos, no desenvolvimento e no aporte metodológico-científico. Contudo, nunca serão os líderes da mudança. Dos atributos necessários aos líderes na condução de programas de melhoria organizacional, pode-mos destacar:
São ações factíveis apenas para homens e mulheres extraordinários? Não necessariamente. São, todavia, atributos essenciais e intransferíveis para todos aqueles que assumem a posição de líderes. Embora os programas de desenvolvimento gerencial e formação de lideranças sejam de indiscutível importância, não podemos deixar de destacar o fato de que o melhor espaço para aprender e desenvolver as habilidades relacionadas aos atributos descritos ainda continua sendo a própria organização. É na convivência cotidiana com os liderados, na compreensão dos diferentes tipos humanos, na ausculta contínua dos interesses, motivações e projetos individuais, no enfrentamento tenso dos conflitos, enfim, no inter-relacionamento diário que os líderes vão aprimorando sua sensibilidade para compreender, lidar e interagir com todas as gentes, conquistando pouco-a-pouco o respeito da equipe e o seu aval para atuar como líder do grupo. Afinal, onde há um líder eficaz há sempre um grupo de pessoas que aceita, respeita e autoriza aquela li-derança. Não estando o líder disposto a caminhar por essa trilha, restalhe a decadente e ineficaz opção tradicional da chefia controladora, que utiliza os recursos do poder, da hie-rarquia, do controle, das normas e do medo, para dominar seus subordinados. Antes de mudar os seus liderados mude a si mesmo, em-preendendo um mergulho corajoso em si próprio para decifrar seus potencias e limitações, especialmente os motivos que o levaram à função de líder em busca da excelência. |