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Consultor de RH e membro da Comissão de RH do Sindhosp
O absenteísmo é a principal razão da baixa produtividade em inúmeras organizações e no segmento médico-hospitalar não é diferente. Pode-se dividir o absenteísmo em dois grupos:
Recentes estudos demonstram que as ausências não justificadas representam cerca de 50% de todas as ocorridas no segmento. A essa mo-léstia, conforme detectamos, resolvemos denominar de "absenteíte". Devemos combatê-la prontamente, sob pena de se colocar em risco as metas de trabalho. Abaixo, algumas dicas que, se colocadas em pratica, ajudarão nesse combate. Reconheça os sintomas. O absenteísmo excessivo não só impede de cumprir as metas de trabalho, causando grandes dificuldades operacionais, mas também põe em dúvida a habilidade de gerentes, chefes, supervisores, em lidar com o problema. Assim, é imperativo que se con-trole as ausências não-justificadas. Isso requer o aprendizado de alguns métodos simples para se diagnosticar os casos de "absenteíte". Muitas vezes, a diferença entre supervisores com problemas de absenteísmo e aqueles sem problema é apenas o tempo que eles dedicam à análise dos índices de comparecimento ao trabalho. Esses índices podem revelar situações graves e identificar os funcionários contagiados pela doença. Demonstre sua preocupação. Se for diagnosticado corretamente um problema de "absenteíte", o próximo passo em direção à cura será o de demonstrar ao funcionário que se está ciente da situação e preocupado com o caso. Em geral, isso será suficiente para corrigir a situação. Contudo, se as ausências persistirem mesmo depois de demonstrar a preocupação, deve-se passar para o estágio seguinte. Explique as conseqüências. Expli-que ao funcionário faltoso todas as conseqüências de sua atitude e as dificuldades que sua ausência causa ao setor, seja relembrando os aspectos da política do hospital ou os ditames da legislação trabalhista. Uma palavra de cautela: ao apontar as conseqüências de ausências excessivas é importante considerar o indivíduo. Bons funcionários não se transformam em problemas da noite para o dia. Deve haver algum motivo que merece ser investigado com muita atenção. Às vezes, a dificuldade no relacionamento com a chefia ou mesmo com colegas de trabalho pode ser o motivo. Se for o caso, essa é a hora de discutir francamente o problema. Contudo, muitas vezes o problema é apenas o resultado de preguiça, apatia e indiferença. Aplique as normas do hospital. Por mais bem dirigida que seja a política do hospital quanto ao absenteísmo, ela não terá nenhum valor a menos que a aplique na ocasião oportuna. Ninguém gosta de aplicar medidas punitivas ou demitir um funcionário. Mas, se forem seguidos cuidadosamente os passos anteriores e as ausências continuarem, não há outra alternativa. Deve-se lembrar que a "absenteíte" é uma moléstia muito contagiosa. Se alguém consegue burlar as normas e permanecer ileso, outros seguirão o seu exemplo. Pratique a medicina preventiva. Nenhum dos subordinados terá a chance de se contaminar pela doença se forem tomadas as medidas preventivas. Uma das melhores doses de remédio preventivo é assegurar-se de que todo funcionário especialmente o iniciante compreenda e respeite a política da instituição logo de início. Se não se der a devida importância a esse treinamento inicial, ou seja, a cuidadosa revisão, com cada funcionário, da política do hospital, pode-se enfrentar uma verdadeira epidemia.Não se esqueça de rever essas técnicas de tempos em tempos e, mais importante ainda, desenvolva um plano de ação para reduzir os índices de ausências em seu setor. Mas rever as técnicas acima, por si só, não é o suficiente. Uma boa medida é instituir uma política de reconhecimento e va-lorização dos funcionários, com salários justos, benefícios, incentivos ao desenvolvimento e participação. O país está em outro momento, mas muita gente ainda não percebeu ou não quer se preparar para tal. Na verdade, sai de cena o "Brasil do jei-tinho", "do jogo de cintura", "do improviso", "que quer levar vantagem em tudo", e entra em cena, sob todos os holofotes, o "Brasil profissional", "o Brasil da competência". Inserido agora no mercado global, o país ganhou referência frente às demais nações com a estabilidade econômica. Passou a mostrar os produtos e serviços para o mundo. E também a enfrentar a equação que estabelece a inserção nesse mercado. "Num regime de competitividade vence quem for mais competente" e aqui nos referimos às empresas e aos profissionais que estarão disputando uma colocação no concorrido mercado de trabalho. Na verdade não há outra saída. Conseguir competir em igualdade de condições com o mercado significa entregar produtos e serviços com menor preço e máxima qualidade, e que sem valores hu-manos motivados será impossível. Pronto. Está definido o modelo do sucesso. Comece a mudar pela área de Recursos Humanos. Nas empresas modernas, o ser humano não pode mais ser tratado como um recurso. A sua área de hoje em diante, será de VH: Valores Humanos. Não existe nenhuma técnica inovadora de gestão que seja implantada na empresa se ela não estiver centrada no indivíduo. Ele é o grande desencadeador das mudanças na sua organização. A empresa moderna só será realmente vencedora se dedicar tempo e investimento aos seus valores humanos.
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